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16 fevereiro, 2016

Os Segredos da Mente Milionária - Programação por exemplos

Bom, já vimos os Conceitos básicos e a Programação verbal. Agora vamos destrinchar a influência da Programação por exemplos.


O autor defende que agimos por imitação, segundo os modelos (exemplos) que temos das pessoas importantes de nossa infância (pais, professores, parentes, etc.).

Pelo visto, ou acabamos nos tornando "iguais" a nossos pais (sempre agindo por imitação), ou nos tornamos o oposto de seus exemplos (por rebeldia).

Não, definitivamente, eu não sou uma pessoa rebelde! Será?


Passos para a mudança: programação por exemplos


1º - Conscientização
"Pense no modo de ser e nos hábitos dos seus pais em relação à riqueza e ao dinheiro. Liste por escrito em que aspectos você se considera igual a cada um deles ou o seu oposto."
Para facilitar, o autor lança algumas perguntas que acabei adotando como se fosse um roteiro de auto-entrevista:

A - Como se comportavam os seus pais ou responsáveis em questões de dinheiro quando você era criança?
Resposta: eles eram extremamente econômicos. Não esbanjavam com absolutamente nada. SOU IGUAL.

B - Eles cuidavam bem ou mal das finanças?
Resposta: eles eram conservadores no trato do dinheiro. Cuidavam bem das finanças. Nunca me faltou nada. SOU IGUAL.

C - Eram gastadores ou econômicos?
Resposta: eles eram extremamente econômicos. SOU IGUAL.

D - Eram investidores perspicazes ou nunca investiam?
Resposta: em se tratando de investimentos, eles eram, no geral, conservadores a moderados. Aplicavam na poupança. Meu pai tinha papéis da Petrobrás e algumas Letras de Câmbio. SOU IGUAL.

F - Eram propensos a arriscar ou conservadores?
Resposta: eles não tinham propensão a riscos. Eram conservadores. SOU IGUAL.

G - Vocês tinham dinheiro sempre ou só esporadicamente?
Resposta: tínhamos dinheiro sempre. SOU IGUAL.

H - O dinheiro afluía com facilidade à sua família ou era suado?
Resposta: o dinheiro era suado. Meus pais eram assalariados e a quantidade de dinheiro que entrava era rigorosamente a mesma todos os meses. Para mim ocorre do mesmo modo.

I - Era fonte de felicidade ou motivo de ásperas discussões?
Resposta: geralmente fonte de felicidade. Meu pai sempre nos levava para almoçar fora aos domingos. SOU IGUAL.



2º - Entendimento
"Como essas frases vêm afetando a sua vida financeira até hoje?"

Resposta:
De acordo com o comportamento dos meus pais que eu percebia em minha infância, posso me permitir estabelecer algumas conexões ao meu padrão de comportamento da vida adulta:

a) Continuo a ser uma pessoa extremamente econômica.
b) Durante um bom tempo fui muito conservador no trato das minhas finanças e investimentos. Apenas quando comecei a estudar mais sobre o assunto me permiti modificar a alocação dos meus ativos.
c) Sempre gostei de aplicar em ações. Iniciei com a Vale, a Petrobrás e a extinta Telemar lá pelos idos de 2001. A partir daí não parei mais. Sofri perdas em 2008, mas mesmo assim continuo na Bolsa.
d) O dinheiro flui facilmente para mim e adoro planilhar tudo.
e) O dinheiro, hoje, é motivo de preocupações (estou repensando minha relação com ele): como escolher a melhor aplicação, metas a cumprir, qual o melhor caminho a seguir no caso de separação, entre outros.
f) Inevitavelmente me surge uma pergunta: como, aparentemente, tive bons exemplos, porquê meus investimentos demoram tanto a progredir? Será porque sou assalariado (o dinheiro que entra é sempre o mesmo) e não gosto de me aventurar no mundo dos negócios?



3º - Dissociação
"Você compreende que esse modo de ser é apenas o seu aprendizado passado, e não quem você é? Consegue perceber que tem a opção de ser diferente agora?"

Resposta:
Há duas coisas distintas: 1 - São anos e anos pensando e agindo segundo esses exemplos que tive como aprendizado. 2 - Consigo perceber que posso tentar ser diferente, sim.



O medo
Uma das frases que mais me chamou atenção nesta parte do livro, exatamente porquê é isso o que faço o tempo todo:
"Poupar para os dias difíceis parece uma boa ideia, mas pode também criar grandes problemas. (...) Se você está juntando dinheiro para os dias difíceis, o que acabará conseguindo? Dias difíceis!"
E logo em seguida outras palavras ditas na lata me que me calaram fundo:
"A busca por segurança tem origem na insegurança, cujo fundamento é o medo."

Creio firmemente que se não for à raiz do problema do que me causa o medo, não poderei me ver livre dele e de suas nefastas consequências.

Isso me leva diretamente a outro patamar de questionamentos:

A - O dinheiro dissipará o medo?
Resposta: todo esse tempo tive a ilusão de que sim, pois ele me dá a sensação de segurança... Francamente falando, acho que não dissipará, apenas modificará o tipo de temor que carrego.
 
B - Por quê me sinto uma pessoa insegura? Teria eu medo de quê?
Resposta: talvez por receio de abandono. Explico: meu pai viajava frequentemente a trabalho e eu sentia muito a sua falta. Houve uma época, quando ainda era criança, que o fantasma da separação dos meus pais rondou seriamente o meu lar (isso iria se concretizar na minha fase de adolescência), e era uma sensação muito ruim, de angústia. Certa vez meu pai me deixou só em casa, pois tinha viagem marcada, e estava se aproximando uma tempestade muito violenta. Até hoje me lembro da sensação de abandono... Fui à casa de meus vizinhos e chorei muito. Além disso, não tenho irmãos e também não tenho muito proximidade aos parentes. Por isso tenho sempre medo de passar por necessidades e não ter ninguém com quem contar.

Após ler este capítulo e efetuar essas reflexões percebi que devo me concentrar em guardar para os dias felizes ou para os dias em que irei alcançar a minha liberdade financeira. Assim, pela lei da intenção, é exatamente isso que obterei!

Parece simples, mas tive que ler isso e refletir a respeito para chegar a essa conclusão!



Declaração
[em voz alta]
"O exemplo que tive a respeito do dinheiro era o modo de agir dos meus pais. A minha maneira de fazer as coisas nessa área sou eu que escolho.
Eu tenho uma mente milionária!"


Muito bem. Sigamos à frente para a nova etapa: os episódios específicos.

Advirto que a leitura do livro, na íntegra, é de fundamental importância e naveguemos.

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